O
relatório Focus, elaborado a partir de uma pesquisa de expectativas com cerca
de 120 profissionais do Departamento de Relacionamento com Investidores e
Estudos Especiais (Gerin) provenientes de bancos, corretoras e outras
instituições financeiras, apresenta o levantamento das expectativas do mercado
apresentando as previsões para os índices de preços, atividade econômica,
câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. A análise da sala de ações é centrada
em sete indicadores: PIB, IPCA, IGP-M, Meta da taxa Selic, Dívida Líquida do
Setor Público, Balança Comercial e a Taxa de Câmbio. Com a proximidade do fim
do ano, as expectativas dos agentes tendem a se manterem estáveis.
As expectativas de mercado para 2021
para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), apresentam mais uma semana de alta, passando de 9,12% para 10,15%
atualmente, persistindo em alta há 34 semanas. O IPCA é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de mercado para
o consumidor final, captando a inflação para famílias com renda média mensal
entre 1 e 40 salários mínimos, sendo assim
considerado, o índice oficial de inflação no Brasil
Já
o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que é calculado pela fundação
Getúlio Vargas (FGV), reflete a inflação sob a ótica da oferta e capta
variações nos preços de atacado, preços ao consumidor e preços da construção
civil (com pesos respectivos de 60%, 30% e 10%). A expectativa mediana do
índice para o fim do ano, caiu de 18,09% para 18,08% atualmente.
A Selic é considerada a taxa de juros básica da economia
brasileira, na qual é utilizada no mercado interbancário para financiamento de
operações com duração diária, servindo também de referência para as demais
taxas de juros da economia. Sendo assim, a expectativa em relação a taxa Selic,
para o fim de 2021, foi mantida em 9,25%, nesta semana.
A expectativa de crescimento do PIB brasileiro para o fim
do ano, permanece em queda, passando de 4,80%, na semana passada, para 4,78% atualmente,
a queda persistiu pela sétima vez seguida. O crescimento da economia é medido
pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que corresponde à soma de todos os
bens produzidos pelo país no intervalo de um ano.
A
Dívida Líquida do Setor Público é definida como o balanceamento entre as
dívidas e os créditos setor público
não-financeiro, mais Banco Central. Estão inclusos nas contas do setor
público não-financeiro, as administrações
diretas federal, estaduais e municipais, as administrações indiretas, o sistema
público de previdência social e as empresas estatais não-financeiras federais,
estaduais e municipais, com exceção de Petrobras e Eletrobrás. A mediana das
expectativas para a dívida permaneceu igual a semana passada, em 59,6%
A
taxa de câmbio que é tida como preço de uma moeda estrangeira, em termos da
moeda local. Impactada pela taxa de câmbio, a balança comercial é expressão do
saldo das exportações subtraídas as importações realizadas pelo país. Com isso,
a expectativa da taxa de câmbio real/dólar para 2021, permaneceu em R$ 5,50 na
semana, enquanto a expectativa relacionada a balança comercial para o fim do
ano, permaneceu em US$ 70,00 bilhões.
Coordenadores:
Prof.
Dr. Sinézio Fernandes Maia
Profa.
Dra. Carla Calixto da Silva
Analistas acadêmicos:
José Inaldo do
Nascimento Júnior
Robert Figueiredo de Queiroz
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