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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Entrevista sobre Finanças Comportamentais

O Prof. Dr. Luiz Felipe de Araújo Ponte Girão, coordenador adjunto do projeto, concedeu uma entrevista ao Correio da Paraíba, para a edição do dia 12/11/2017. A matéria tratou sobre consumo, consumismo, algumas armadilhas, hipótese de mercados eficientes, finanças comportamentais e muito mais!
Clique Aqui para download da entrevista.




segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Radar Econômico - Semana 45 (06 a 10.11.17)

           Esse estudo tem a finalidade exclusiva de aferição do aprendizado acadêmico.










Giro pelo Mundo - Semana 45 (06 a 10.11.17)

           Esse estudo tem a finalidade exclusiva de aferição do aprendizado acadêmico.

















Expectativas Macroeconômicas - Semana 45 (06 a 10.11.17)

           Esse estudo tem a finalidade exclusiva de aferição do aprendizado acadêmico.











sábado, 11 de novembro de 2017

BITCOIN Parte I: Para que servem, de onde vem, como usar?

BITCOIN Parte I: Para que servem, de onde vem, como usar?

Barbara Simão
Felipe Araujo

Coordenação: Prof. Sinézio Maia

Para ler em PDF, clique aqui
As moedas digitais diferem dos meios de pagamentos tradicionais pelo fato de não serem controladas por um sistema econômico ou banco central. De tal maneira, surge a demanda das empresas em implementar um novo recurso de pagamento, que vise agilizar o processo de trocas de mercadorias. Em 2015, o Professor da Universidade de Clemson, Gerald Dwyer no artigo “The economics of Bitcoin and similar private digital currencies” publicado no Journal of Financial Stability, indicou que a demanda por moedas digitais decorre por duas razões: i) baixo custo de transferência entre os participantes, uma vez que é verificado a ausência de uma parte central para realizar a intermediação; ii) anonimato dos usuários nas transferências de valores. Inserido nessa perspectiva, o Bitcoin, dentre todas as moedas virtuais, é considerada a de maior liquidez e com larga amplitude de negociações.
Ao contrário, a maioria dos usuários de moedas digitais permanecem anônimos, isto é, os indivíduos que transacionam com moedas virtuais não são identificados, mesmo tendo suas transações públicas. A tabela 01 é um demonstrativo das principais moedas digitais. 
Tabela 01: Principais moedas digitais em circulação
Moeda
Ticker
Ano
Inventor
Site
Capitalização (U$)
Oferta de Moeda
Bitcoin
BTC
2009
Satoshi Nakamoto
bitcoin.org
21,9 bi
16.3 mi BTC
Dash
DASH
2014
Evan Duffield
dash.org
479.5 mi
7.23 mi DASH
Ethereum
ETH
2014
Vitalik Buterin
ethereum.org
4.25 bi
90.7 mi ETH
Ripple
XRP
2013
Ryan Fugger
ripple.com
1.28 bi
37.5 bi XRP
Fonte: Adaptado de Egorova e Torzhevskiy (2016) - "Bitcoin: Main trends and perspectives"  / dados atualizados 11 abr. 2017
    O Bitcoin é definido como um sistema monetário digital e descentralizado, em que sua implementação é fundamentada por duas tecnologias fundamentais da criptografia: de chave público-privada, para armazenamento e o dispêndio do dinheiro; e a validação criptográfica das transações. O sistema de criptografia de chave público-privada, permitindo que qualquer pessoa crie uma chave pública e uma chave privada correspondente, que serve como uma espécie de assinatura digital para cada usuário.
O mecanismo de funcionamento utilizado pelo protocolo do Bitcoin consiste em um sistema de arquitetura de redes de computadores, denominada de rede peer-to-peer, em que cada ponto da rede tem a função de compartilhamento de dados sem a necessidade de um servidor central.
Fonte: Bitcoin.org
Em termos simplificados de mercado, os Bitcoins são enviados e recebidos usando um aplicativo móvel ou software que fornece uma carteira virtual de pagamentos em Bitcoins. A carteira gera um endereço, semelhante a um número de conta bancária, exceto que um endereço Bitcoin é uma sequência alfanumérica exclusiva de caracteres, em que o usuário recebe e envia pagamentos. Existem três maneiras de se obter Bitcoins, a amplamente aceita é a compra diretamente de outro indivíduo ou por meio de um mercado online de troca de moedas ou de casa de câmbio. A segunda maneira é aceitá-los como pagamento de bens e serviços, ou como os salários. O terceiro é por meio do processo de mineração para produzir Bitcoins utilizando hardware e software de computador projetado especificamente para resolver o algoritmo criptográfico subjacente ao protocolo Bitcoin, produzindo novas moedas.

MEIO DE PAGAMENTO
O processo de globalização forneceu aberturas de mercado internacional, desenvolvimento de parcerias comerciais e a criação de blocos de comércio integrado. Neste cenário de constantes mudanças, grandes volumes de transações são efetuadas por meio de pagamentos eletrônicos. Portanto, a moeda digital surge como uma ferramenta de inovação, capaz de facilitar e otimizar o comércio entre as empresas.
           
BAIXO CUSTO DE TRANSFERÊNCIA - CASO DE REFERÊNCIA
Imagine que uma empresa deseja realizar um negócio com uma empresa dos Estados Unidos nos próximos meses, portanto necessita realizar uma conversão cambial de sua moeda local para a transferência de $1000 dólares. Usualmente, o valor cobrado para transação cambial de moeda estrangeira incide imposto sobre operações financeiras (IOF) de 3,8% sobre o valor total. Dessa forma, uma casa de câmbio cobrará R$ 3,40 pela diferença cambial mais IOF, resultando no valor de R$ 3.438,00.
     Por outro lado, se o individuo optar pela transferência de valor por meio do Bitcoin, é esperado que o custo de transação reduza consideravelmente. Inicialmente o empresário necessita comprar o montante equivalente em Bitcoin, podendo realizar o depósito em reais, dólar sem custos ou compra pelo cartão de crédito/débito (taxa média de 3% por transação). Em seguida, executa uma ordem de compra com custo médio de 0,25% ou R$ 8,5 (R$ 3.400 de referência). Como resultado o valor final gasto na operação com compra de Bitcoins e resgate em dólar é de 0,0004 btc ou R$ 8,50. Por outro lado, se o indivíduo deseja participar de todo o processo transferência de valor (compra-venda-resgate de moedas estrangeiras) com uso de Bitcoins só é viável caso este tiver uma conta bancária no país de destino, caso contrário os custos da operação excedem o valor das taxas de transferências tradicionais. Com isso, os pagamentos internacionais podem ser efetuados de maneira rápida, segura e com transparência contábil por meio das transações públicas como argumenta o portal bitcoin.org.

ATIVO FINANCEIRO



   Atualmente, o Bitcoin tem sido matéria frequente nos principais veículos de comunicação do mundo. Uma das razões pela alta popularidade da moeda virtual é a crescente valorização do preço. Só em outubro, a moeda obteve uma rentabilidade de quase 40%, acumulando ganhos de mais de 500% em 2017.


       Em entrevista para a plataforma online Infomoney (11/2017) o CEO da Foxbit, uma das principais Exchange de Bitcoin no Brasil, João Canhada afirma que o ponto chave para crescente valorização da moeda digital é a escassez. Entretanto, outro dado movimentou o mercado das criptomoedas nesta semana, o lançamento de contratos futuros de Bitcoin no fim de 2017 pela Bolsa de Chicago, levando máxima histórica de US$ 7.500.
BITCOIN: SELEÇÃO DE CARTEIRA
DES.PAD
RETORNO
VOLATILIDADE
21 PERÍODOS (1 mês)
0.0485
83.24%
76.92%
63 PERÍODOS (3 meses)
0.0753
169.02%
119.60%
252 PERÍODOS (1 ano)
0.0565
795.98%
89.65%

Em comparação aos investimentos tradicionais, o Bitcoin é considerado um ativo de alto risco, visto que apresenta média elevada de volatilidade diária, chegando em torno de 10% ao dia. Outro aspecto de incremento de risco é a ausência de regulação da moeda, que se torna fator decisivo para alguns investidores se manterem fora do mercado de Bitcoins.



Na parte II da postagem "BITCOIN Parte I: Para que servem, de onde vem, como usar?", aprofundaremos no uso de Bitcoins como ativo financeiro. Discutindo pesquisas recentes e a capacidade de proteção de patrimônio que tem se atribuído à criptomoeda em caso de risco político ou de eventos extremos. 

Barbara Simão é economista pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e trabalhou durante 4 anos no Projeto Sala de Ações. Atualmente desenvolve pesquisa sobre Bitcoins e Mercado Financeiro no mestrado do PPGCC/UFPB.

Felipe Araujo de Oliveira é estudante de economia na Universidade Federal da Paraíba e há cinco anos trabalha no Projeto Sala de Ações. Atualmente coordena a equipe do Escritório Financeiro Sala de Ações.


Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia é doutor em economia pelo PIMES/UFPE e pós-doutor em economia financeira pela UFRGS. É idealizador e coordenador do Projeto Sala de Ações.