quinta-feira, 9 de dezembro de 2021


A Sala de Ações, em suas análises de riscos, elaborou uma carteira de monitoramento de um dos indicadores de riscos usualmente utilizado pelo mercado; o Beta Mercado. Este indicador, derivado da teoria moderna da carteira está baseado no Modelo de Precipitação de Ativos (CAPM), inicialmente proposto por SHARPE. O monitoramento da carteira de Beta Mercado está construído a partir dos ativos selecionados na carteira fundamentalista com base nos filtros de Benjamin Graham. Salienta-se que o exercício é puramente acadêmico e tem como prerrogativa principal a aferição do analista acadêmico a partir dos testes metodológicos adotados.

A ideia de risco está associada à probabilidade de ocorrência de determinados resultados em relação a um valor médio esperado. Ou seja, o risco pode ser definido como uma medida da variação dos retornos de um ativo. De maneira geral, o risco é representado pela medida estatística do desvio padrão. Podemos separar o risco total de qualquer ativo em risco sistemático(inerente a todos os ativos negociados no mercado, determinado por eventos de natureza política, econômica e social) e risco não sistemático (identificado nas características do próprio ativo). No modelo CAPM, o risco sistemático é expresso  pelo coeficiente beta. Ou seja, o coeficiente beta representa o risco inerente ao mercado, medido em relação ao risco da carteira de mercado (índice Ibovespa). Uma das formas de calcular o beta é pela divisão entre a covariância dos retornos de um ativo e os retornos do índice de mercado pela variância do retorno do índice de mercado:

Beta = [ (Covariância Retorno Ativo(i); Retorno Mercado) / Variância Retorno Mercado]

Além de indicar o risco de um ativo em relação ao risco de mercado, o beta também indica o nível do retorno de um ativo em relação ao retorno de mercado (seguindo o princípio de que quanto maior for o risco, maior será o retorno. Dessa forma, um beta igual a 1 indica risco (e retorno) iguais aos do mercado, enquanto que um beta superior a 1 indica risco (e retorno) superior ao do mercado e vice versa.

Análise Técnica é o segundo filtro utilizado, além do papel respeitar o método estatístico ele precisa demonstrar força compradora e preços direcionais. Para isso é necessário que ele tenha as cinco características abaixo:

1.  Tendência terciária de alta

2.  Renovação das mínimas e máximas

3.  Médias Exponenciais de curto e médio prazo ascendentes

4.  Preços acima das Médias Exponenciais de curto e médio prazo

5.  Preços na parte superior das Bandas de Bollinger

A Célula de Gestão de Risco analisa o beta das 25 empresas que compõe o monitor de preços dos cinco setores (básico, consumo, energia, transportes e telecomunicações e imobiliário) semanalmente. Os ativos de empresas que com coeficiente beta entre 0,9 e 1,10 são compradas na segunda-feira e vendidas na sexta-feira. Na semana seguinte, o beta é recalculado e a carteira é reposicionada, com a rentabilidade da semana anterior sendo acumulada.

Observação: Algumas semanas não foram selecionados ativos, não respeitando o método proposto para análise e, portanto, apresenta-se resultado nulo, ou seja, não esteve de acordo com a teoria ou mesmo sendo selecionados pelo filtro da teoria risco e retorno, não estavam de acordo com os critérios da análise técnica, apresentando tendência de queda no gráfico.

Ressalta-se que as informações contidas em nossa carteira teórica têm o caráter puramente acadêmico e representa um processo de aferição do aprendizado acadêmico. Não deve ser considerado orientação de investimentos. Todas as empresas analisadas são reais e listadas na B3 e respeitando a Instrução CVM N° 598, de 03/05/2018, o ticket da ação será confidencial.

Jessica Evelin Silva Damacena

Analista Acadêmico da Sala de Ações

Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia

Coordenador do Projeto Sala de Ações UFPB

 






 

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