sábado, 20 de novembro de 2021

O relatório Focus, elaborado a partir de uma pesquisa de expectativas com cerca de 120 profissionais do Departamento de Relacionamento com Investidores e Estudos Especiais (Gerin) provenientes de bancos, corretoras e outras instituições financeiras, apresenta o levantamento das expectativas do mercado apresentando as previsões para os índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. A análise da sala de ações é centrada em sete indicadores: PIB, IPCA, IGP-M, Meta da taxa Selic, Dívida Líquida do Setor Público, Balança Comercial e a Taxa de Câmbio. Com a proximidade do fim do ano, as expectativas dos agentes tendem a se manterem estáveis.

As expectativas de mercado para 2021 para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentam mais uma semana de alta, passando de 9,33% para 9,77% atualmente, persistindo em alta há 32 semanas. O IPCA é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de mercado para o consumidor final, captando a inflação para famílias com renda média mensal entre 1 e 40 salários mínimos, sendo assim considerado, o índice oficial de inflação no Brasil

Já o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que é calculado pela fundação Getúlio Vargas (FGV), reflete a inflação sob a ótica da oferta e capta variações nos preços de atacado, preços ao consumidor e preços da construção civil (com pesos respectivos de 60%, 30% e 10%). A expectativa mediana do índice para o fim do ano, passou de 18,40% para 18,54% atualmente; alta que persiste há quatro semanas seguidas.

A Selic é considerada a taxa de juros básica da economia brasileira, na qual é utilizada no mercado interbancário para financiamento de operações com duração diária, servindo também de referência para as demais taxas de juros da economia. Sendo assim, a expectativa em relação a taxa Selic, para o fim de 2021, foi mantida em 9,25%, nesta semana.

A expectativa de crescimento do PIB brasileiro para o fim do ano, permanece em queda, passando de 4,93%, na semana passada, para 4,88% atualmente. O crescimento da economia é medido pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que corresponde à soma de todos os bens produzidos pelo país no intervalo de um ano.

A Dívida Líquida do Setor Público é definida como o balanceamento entre as dívidas e os créditos setor público não-financeiro, mais Banco Central. Estão inclusos nas contas do setor público não-financeiro, as administrações diretas federal, estaduais e municipais, as administrações indiretas, o sistema público de previdência social e as empresas estatais não-financeiras federais, estaduais e municipais, com exceção de Petrobras e Eletrobrás. A mediana das expectativas para a dívida permaneceu em queda, passando de 60,15%, para 60,00% nesta semana.

A taxa de câmbio que é tida como preço de uma moeda estrangeira, em termos da moeda local. Impactada pela taxa de câmbio, a balança comercial é expressão do saldo das exportações subtraídas as importações realizadas pelo país. Com isso, a expectativa da taxa de câmbio real/dólar para 2021, permaneceu em R$ 5,50 na semana, enquanto a expectativa relacionada a balança comercial para o fim do ano, saltou de US$ 70,25 bilhões para US$ 70,30 bilhões.

Coordenadores:

Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia

Profa. Dra. Carla Calixto da Silva

 

Analista acadêmico:

                                                                                                   José Inaldo do Nascimento Júnior













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