O
relatório Focus, elaborado a partir de uma pesquisa de expectativas com cerca
de 120 profissionais do Departamento de Relacionamento com Investidores e
Estudos Especiais (Gerin) provenientes de bancos, corretoras e outras
instituições financeiras, apresenta o levantamento das expectativas do mercado
apresentando as previsões para os índices de preços, atividade econômica,
câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores. A análise da sala de ações é
centrada em sete indicadores: PIB, IPCA, IGP-M, Meta da taxa Selic, Dívida
Líquida do Setor Público, Balança Comercial e a Taxa de Câmbio. Com a
proximidade do fim do ano, as expectativas dos agentes tendem a se manterem
estáveis.
As expectativas de
mercado para 2021 para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apresentam
mais uma semana de alta, passando de 8,96% para 9,17% atualmente, persistindo
em alta há 30 semanas. O IPCA é calculado pelo IBGE e mede a variação de preços de mercado
para o consumidor final, captando a inflação para famílias com renda média
mensal entre 1 e 40 salários mínimos, sendo assim considerado, o índice oficial de
inflação no Brasil
Já
o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que é calculado pela fundação
Getúlio Vargas (FGV), reflete a inflação sob a ótica da oferta e capta
variações nos preços de atacado, preços ao consumidor e preços da construção
civil (com pesos respectivos de 60%, 30% e 10%). A expectativa mediana do
índice para o fim do ano, nesta trigésima semana passou de 17,75% para 18,28%, voltando
a subir após uma queda considerável de quase dois meses.
A Selic é considerada
a taxa de juros básica da economia brasileira, na qual é utilizada no mercado
interbancário para financiamento de operações com duração diária, servindo
também de referência para as demais taxas de juros da economia. Sendo assim, a
expectativa em relação a taxa Selic, para o fim de 2021, saltou para 9,25%,
ante 8,75% da semana anterior, sendo esta a segunda semana de alta após um
período de estabilidade.
A expectativa de
crescimento do PIB brasileiro para o fim do ano, apresentou queda, passando de
4,97%, na semana passada, para 4,94% atualmente. O crescimento da economia é
medido pelo aumento do Produto Interno Bruto (PIB), que corresponde à soma de
todos os bens produzidos pelo país no intervalo de um ano.
A
Dívida Líquida do Setor Público é definida como o balanceamento entre as
dívidas e os créditos setor público não-financeiro, mais Banco Central. Estão
inclusos nas contas do setor público não-financeiro, as administrações diretas federal,
estaduais e municipais, as administrações indiretas, o sistema público de
previdência social e as empresas estatais não-financeiras federais, estaduais e
municipais, com exceção de Petrobras e Eletrobrás. A mediana das expectativas
para a dívida apresenta uma tendência de queda há cinco semanas consecutivas, indo
para 60,30%, queda de 0,15% comparado a semana anterior.
A
taxa de câmbio que é tida como preço de uma moeda estrangeira, em termos da
moeda local. Impactada pela taxa de câmbio, a balança comercial é expressão do
saldo das exportações subtraídas as importações realizadas pelo país. Com isso,
a expectativa da taxa de câmbio real/dólar para 2021, voltou a subir, passando
de R$ 5,45, para R$ 5,50 atualmente, enquanto a expectativa relacionada a
balança comercial para o fim do ano, caiu de US$ 70,50 bilhões para US$ 70,10
bilhões.
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