A
Sala de Ações tem como prerrogativa semanal a discussão dos setores da bolsa de
valores através do monitoramento e do estudo dos diversos ativos listados na
B3, para verificar a correlação entre as notícias das empresas e do setor em
relação ao desempenho dos ativos e a variação do número de negócios. O
monitoramento também visa a comparação entre as rentabilidades dos setores e os
benchmarks (Ibovespa, CDI). Nessa semana o Ibovespa fechou em queda de -2,47% e
acumula no ano uma queda de -1,38%%.
O
setor de consumo apresentou queda de -1,36%
nessa semana e acumula queda anual de -1,95%. Os destaques do setor foram,
BTOW3 (10,44%), MGLU3 (6,39%). LAME4 (4,07%), JBSS3 (0,37%) e NTCO3 (-0,12%). Quanto
as notícias, o Cade aprovou com restrições a compra do portfólio de
medicamentos da Takeda pela Hypera Pharma, a única restrição foi com o
medicamento Xantinon, que foi vendido para a União Química. Já o conselho
administrativo da JBS, acatou recomendação do Comitê independente, para
instaurar um procedimento arbitral contra a J&F Investimentos e os irmãos
Batista, caso vençam a ação os acionistas autores receberão um prêmio de 5% do
valor da causa.
O setor básico caiu 1,8% na semana e vem
apresentando um retorno anual de 2,5%, sendo também superior ao Ibovespa e CDI.
O grande destaque da semana foi a Suzano na qual apresentou um retorno de
5,25%. A empresa anunciou uma nova alta de US$ 70 para seus clientes europeus e
na América do Norte e uma alta de US$ 50 para os clientes chineses nos últimos
dias. Com isso, o banco reforça a recomendação de compra da Suzano e da Klabin.
A semana também foi marcada com a queda das siderúrgicas e mineradoras como um
todo, devido as perspectivas de demanda de curto prazo na China, que está
lutando contra seu pior surto de Covid-19 desde março. E por fim, o Grupo
Ultrapar está liderando negociações para a aquisição da Refinaria Alberto
Pasqualini (Refap), da Petrobras, localizada no Rio Grande do Sul, afirmaram
ambas as empresas em comunicados. O número de negócios caiu em -12,26%, a
segunda queda consecutiva desde o salto na primeira semana.
O setor de energia apresentou queda de -6,54% nessa
semana, colocando o setor abaixo do Ibovespa. No desempenho mensal de janeiro o
setor apresenta um tombo de 7,14%. O setor se encontra abaixo do Ibovespa e do
CDI anual, em termos de performance. Para as notícias, a Cemig deixará Light
por R$ 1,37 bilhão. A venda da Light resultará na capitalização da Cemig em
R$1.372.425.280,00. O valor de venda das ações da elétrica fluminense foi
aprovado em R$ 20. A venda das ações ocorreu nesta quinta-feira, 21 de janeiro,
na B3 e a liquidação física e financeira no dia posterior. Já para a
Eletrobrás, o candidato à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco, disse que
venda da estatal não é prioridade para 2021. O candidato acrescentou ainda que
não irá se comprometer com prazos, argumentando que esse é um processo longo.
Por fim, o setor sofreu uma queda de -10,42% em seu número de negócios.
O setor imobiliário fechou em queda semanal de
-4,89% e já acumula queda de -7,56% no ano. Os destaques da semana foram BRML3
(-1,19%), ECOR3 (-4,35%), IGTA3 (-4,36%), CCRO3 (-4,50%) e MULT3 (-4,54%). O
setor apresentou queda forte nessa semana após reunião do COPOM, com o receio
de aumento da taxa de juros ao longo do ano. Já em outras notícias, a Cyrela
registrou um aumento de 34% nas vendas do 4T20, em comparação ao 4T19. Enquanto
a CCR registrou queda de 50,3% no movimento dos aeroportos que administra,
entre os dias 1 e 21 de janeiro, em comparação com o mesmo período, o segmento
de mobilidade urbana, também apresentou queda de 43,1% e apenas o segmento de
rodovias apresentou alta de 3,3%.
O setor de transporte e telecomunicação apresentou
queda de -2,34% e acumula queda de -2,83% no ano. Os destaques da semana foram
TOTS3 (7,20%), AZUL4 (3,98%), VIVT3 (-1,21%), RAIL3 (-1,70%) e GOLL4 (-2,55%). Essa
semana as ações da Localiza sofreram forte queda, com o receio do Cade barrar a
fusão Localiza e Unidas, com principal motivo sendo a concentração de mercado e
eventuais restrições que precisariam ser impostas, esse receio também se
estendeu para a venda dos ativos móveis da OI, já que a operação também prevê
um aumento na concentração no mercado de telecomunicações, considerando que as
principais compradoras são a TIM, VIVO e Claro. Por fim o Banco Inter fecho
parceria com a VIVO para venda de planos de celular, o banco que antes
utilizava a infraestrutura da TIM, considerou o fato da VIVO ter maior
cobertura de celular no Brasil.
Coordenador:
Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia
Analistas acadêmicos: Ivonaldo Ferreira, Robert Figueiredo, Jéssica Evelin, Kléber Costa e Vítor Martins
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