terça-feira, 24 de outubro de 2017

Thiago Casse
Felipe Araujo
Ilustração: Italo Rodrigo

É cada vez mais evidente que a Educação Financeira tem reflexo direto no nosso cotidiano. Pequenas decisões financeiras podem fazer uma diferença enorme no futuro. É para auxiliar você na tomada de decisões, que a Sala de Ações está à disposição. Nesse artigo iremos simular e esclarecer o processo pelo qual podemos tomar a decisão de comprar um carro ou aproveitar a guinada tecnológica e usar um desses aplicativos de transporte.

Para isso o utilizado como modelo tem valor de R$38.000,00. Consideramos na simulação uma depreciação, de 10%, manutenção no valor de R$100,00 mensais, estacionamento R$200,00, seguro de R$1.600,00, IPVA de R$1.200,00 e combustível custando R$3,80 o litro de gasolina. A comparação foi entre carro próprio, carro financiado e Uber. No caso do carro financiado foi inserido no cálculo, a parcela de R$800,00 mensais.

A tarifa Uber é calculada com base em 4 critérios:
·         Tarifa base: uma taxa fixa cobrada no início da viagem
·    Custo por minuto: quanto você é cobrado por cada minuto que você está dentro do passeio
·        Custo por km: quanto você é cobrado por cada km rodado
·        Taxa de reserva: uma taxa fixa para cobrir “custos operacionais” (Não incluso em alguns serviços do Uber).

Fórmula: Tarifa Base + (Custo por minuto * Tempo de viagem) + (Custo por km * Distância percorrida) + Taxa de Reserva = Sua Tarifa

Tarifa base: R$2,50
Custo por minuto: R$0,14
Tempo médio de viagem: 2 minutos a cada 1 km percorrido
Preço por km rodado: R$1,20


O primeiro impacto é referente ao custo de manter o carro próprio e financiado parado na garagem com seus respectivos valores R$21,11 e R$47,78. A primeira etapa consiste em analisar que andar de Uber é vantajoso se apenas se o indivíduo faça percursos diários inferiores a 20km. A segunda etapa seria mostrar o uso de carro próprio, que se torna menos custoso para percursos a partir de 20 km diários. O carro financiado em todas as comparações tem perda em relação a custo/benefício.

Lembramos que se algum dos valores se altera, as conclusões a que chegamos também. Então incentivamos que você siga esse roteiro e faça suas contas, concluindo se vale a pena financiar o primeiro ou o segundo carro. É evidente que não só isso deve ser levado em consideração, mas também aspectos não financeiros, como conforto, dinâmica da família, entre outras necessidades.

O importante é que agora você tem alguém para lhe ajudar na tomada de decisões financeiras, não pense duas vezes antes de nos contatar.



Thiago Gouveia Casse é estudante de economia na Universidade Federal da Paraíba e há dois anos trabalha no Projeto Sala de Ações. Atualmente é consultor no Escritório Financeiro Sala de Ações.

Felipe Araujo de Oliveira é estudante de economia na Universidade Federal da Paraíba e há cinco anos trabalha no Projeto Sala de Ações. Atualmente coordena a equipe do Escritório Financeiro Sala de Ações.

Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia

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