Segunda-feira, 10 de setembro de 2012.
Enfoque nas bolsas de valores de quinta-feira
- O Ibovespa avançou 2,56%, a 58.321 pontos. Apenas dez dos 69 ativos que compõem o índice fecharam no vermelho. O giro financeiro do pregão foi de R$ 7,3 bilhões. Investidores voltaram às compras depois que o presidente do BCE, Mario Draghi, correspondeu às expectativas do mercado ao anunciar o lançamento de um plano de compra de títulos soberanos ilimitado, que poderia ajudar a reduzir os custos de empréstimos de países como Espanha e Itália. Dados favoráveis da economia americana, como a geração de emprego no setor privado acima do esperado em agosto, também contribuíram para o bom humor dos investidores, segundo operadores. Fonte: REUTERS
- O BC divulgou a ata do Copom e disse que agora os juros vão cair menos. A ata do Copom reconheceu que o mundo passa por um choque agrícola, mas acha que é de menor intensidade e mais breve que o último choqueNo mercado, a avaliação que se faz é que em setembro o repasse dessa alta de preços internacionais dos alimentos para o mercado doméstico vai ser mais forte. O BC aposta que a inflação em 12 meses vai cair dos atuais 5,24% porque a taxa de setembro será menor que os 0,53% do ano passado. Fonte: O Globo
- O governo está apostando tudo na redução do preço da energia elétrica de 16,2%, para as famílias, e de até 28% para as empresas. Além da popularidade da medida, que tende a agregar apoio à presidente Dilma neste momento de baixo crescimento da economia, o Palácio do Planalto conta com a luz mais barata para amenizar a inflação em 2013. Quase metade da tarifa brasileira é formada por encargos e tributos. A MP com as mudanças será assinada no próximo dia 11 e entrará em vigor em janeiro de 2013. Fonte: Correio Braziliense
- A China anunciou investimentos de mais de US$ 150 bilhões em projetos de infraestrutura para conter a desaceleração econômica e, após superar resistência da Alemanha, o Banco Central Europeu (BCE) confirmou que vai comprar títulos da dívida soberana de até três anos. Não fixou limites, mas deixou claro que serão compras de papéis dos governos mais sobrecarregados, e no mercado secundário. Ou seja, não injetará mais liquidez nem vai estimular o crescimento econômico. Fonte: O Estado de S. Paulo
- O crédito vai seguir ganhando espaço na economia brasileira, porém crescerá em ritmo mais lento daqui em diante. Hoje representando 50,6% do Produto Interno Bruto, o estoque das operações de crédito deve avançar para perto de 70% do PIB ao longo de dez anos, segundo economistas ouvidos pelo Valor. O estoque de financiamentos cresceu 17,7% no período de doze meses encerrado em julho. Em doze meses até junho, a alta foi de 17,9% e, até maio, de 18,3%. Para o BC, a taxa de equilíbrio do crescimento anual do crédito estaria em 16%. Fonte: Valor Econômico
- Para estimular o crescimento econômico, o governo federal aumentou em quase 30% as despesas com subsídios e subvenções econômicas de janeiro a julho na comparação com o mesmo período de 2011. Os gastos saltaram de R$ 6,53 bilhões para R$ 8,45 bilhões e devem continuar subindo, algo que o secretário do Tesouro, Arno Augustin, considera "normal em um momento de estímulo à economia". Além disso, no início do ano o governo deixou de contabilizar o Minha Casa, Minha Vida como subsídio e passou a considerá-lo investimento. Isso acabou distorcendo as avaliações, diminuindo o ritmo de expansão dos subsídios e inflando os investimentos. Fonte: Valor Econômico
Agenda para essa segunda e terça-feira:
Analista acadêmico: Fênix Felipe de Mendonça
Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia


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