quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Observado o histórico do desempenho da carteira durante o ano e as oscilações do Ibovespa, percebe-se que a carteira foi mais resiliente em momentos de stress do mercado e conseguiu recuperar-se melhor que seus índices de referência. Isso demonstra que os critérios de escolha, baseados no método de Benjamim Graham (1949), funcionam mesmo em períodos de crise e instabilidade, já que a carteira tem, até o momento, uma performance anual melhor do que o Ibovespa e do que o IDIV.

Nossa carteira tem tido um desempenho positivo nas últimas semanas no acumulado anual, apesar da performance tímida até o momento. O que pode ser justificado pela deterioração do mercado e economia devido à crise ocasionada pela covid-19, pois o pressuposto de partida para a compra dos ativos que compõem a carteira tem como data referência o dia 30 de dezembro de 2019 -- Nessa época, o Ibovespa se aproximava da sua alta histórica (115.645 pontos). Contudo, vale salientar o desempenho positivo dos proventos da carteira: atualmente em 3,46%, portanto, acima do CDI acumulado ano, com 2,61%.

Vale enfatizar, também, que pode-se considerar o modelo de Gordon (1956) para justificar o cenário atual da carteira. O modelo explica a precificação de uma ação a partir do pagamento de dividendos. Por consequência, o preço de uma ação é determinado pelos proventos pagos, também levando em consideração o crescimento desses proventos ao longo do tempo, descontados o valor presente pelo retorno esperado. Com isso, ao reduzir os dividendos – postura adotada por muitas companhias em decorrência da crise econômica –, haverá também uma redução no preço da ação.

Na semana 49, a carteira apresentou um desempenho negativo de 0,62%, ficando abaixo do Ibovespa, que obteve 2,87% de alta, e do IDIV, que teve uma performance de 2,26%. Quanto ao desempenho anual, a carteira está positiva, com alta de 0,40% de retorno. Além disso, a carteira supera o tanto o Ibovespa quanto o IDIV, cujas performances são de -1,64% e -5,68%, respectivamente. A carteira obteve um desempenho positivo de 11,56% no mês de novembro, abaixo do Ibovespa e IDIV. Cabe ressaltar, também, que nossa carteira só contabiliza os proventos que foram efetivamente pagos aos acionistas, pois se levássemos em consideração os dividendos a pagar, a performance da carteira seria substancialmente maior.

Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia

Analistas acadêmicos: Eudes Daniel, Giovani Lopes e Kleber Eduado






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