Observado
o histórico do desempenho da carteira durante o ano e as oscilações do
Ibovespa, percebe-se que a carteira foi mais resiliente em momentos de stress
do mercado e conseguiu recuperar-se melhor que seus índices de referência. Isso
demonstra que os critérios de escolha, baseados no método de Benjamim Graham
(1949), funcionam mesmo em períodos de crise e instabilidade, já que a carteira
tem, até o momento, uma performance anual melhor do que o Ibovespa e do que o
IDIV.
Nossa
carteira tem tido um desempenho positivo nas últimas semanas no acumulado
anual, apesar da performance tímida até o momento. O que pode ser justificado
pela deterioração do mercado e economia devido à crise ocasionada pela
covid-19, pois o pressuposto de partida para a compra dos ativos que compõem a
carteira tem como data referência o dia 30 de dezembro de 2019 -- Nessa época,
o Ibovespa se aproximava da sua alta histórica (115.645 pontos). Contudo, vale
salientar o desempenho positivo dos proventos da carteira: atualmente em 3,46%,
portanto, acima do CDI acumulado ano, com 2,61%.
Vale
enfatizar, também, que pode-se considerar o modelo de Gordon (1956) para
justificar o cenário atual da carteira. O modelo explica a precificação de uma
ação a partir do pagamento de dividendos. Por consequência, o preço de uma ação
é determinado pelos proventos pagos, também levando em consideração o
crescimento desses proventos ao longo do tempo, descontados o valor presente
pelo retorno esperado. Com isso, ao reduzir os dividendos – postura adotada por
muitas companhias em decorrência da crise econômica –, haverá também uma
redução no preço da ação.
Na
semana 49, a carteira apresentou um desempenho negativo de 0,62%, ficando
abaixo do Ibovespa, que obteve 2,87% de alta, e do IDIV, que teve uma performance
de 2,26%. Quanto ao desempenho anual, a carteira está positiva, com alta de 0,40%
de retorno. Além disso, a carteira supera o tanto o Ibovespa quanto o IDIV,
cujas performances são de -1,64% e -5,68%, respectivamente. A carteira obteve
um desempenho positivo de 11,56% no mês de novembro, abaixo do Ibovespa e IDIV.
Cabe ressaltar, também, que nossa carteira só contabiliza os proventos que
foram efetivamente pagos aos acionistas, pois se levássemos em consideração os
dividendos a pagar, a performance da carteira seria substancialmente maior.
Coordenador: Prof.
Dr. Sinézio Fernandes Maia
Analistas acadêmicos: Eudes Daniel, Giovani Lopes e Kleber Eduado
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