A
semana terminou negativa para a carteira de dividendos em -0,35%. Vale
salientar, entretanto, que o desempenho do Ibovespa e Idiv (índice de
dividendos) finalizaram a semana positivos com alta de 1,26% e 1,19%, respectivamente. A
performance do mês de novembro para a carteira se encontra em alta de 8,38% e o
desempenho anual, ainda negativo, com queda de -2,40%. Apesar de na semana passada ter
apresentado um resultado muito favorável, nesta, contudo, o mesmo não se
repetiu. Podemos associar boa parte desse movimento negativo para a carteira à
queda nas cotações das empresas do setor energia, que compõe em parte nossa
carteira e somar, ainda, o papel das companhias do setor básico que também
fazem parte. Essas últimas, por sua vez, têm sofrido com a queda da cotação do
dólar, o que influencia diretamente suas receitas. A carteira está com um
retorno, em proventos, de 2,47%, abaixo do CDI anual que está com 2,54%.
Vale
salientar, também, que podemos considerar o modelo de Gordon para justificar o
cenário atual da carteira. O modelo explica a precificação de uma ação a partir
do pagamento de dividendos. Por consequência, o preço de uma ação é determinado
pelos proventos pagos, também levando em consideração o crescimento desses
proventos ao longo do tempo, descontados a valor presente pelo retorno
esperado. Com isso, ao reduzir os dividendos – postura adotada por muitas
companhias em decorrência da crise econômica --, haverá também uma redução no
preço da ação.
Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia
Analistas
acadêmicos: Eudes Daniel, Giovani Lopes e Kleber Eduardo
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