O
relatório, intitulado de radar macroeconômico, é a ferramenta utilizada pelo
projeto Sala de Ações – UFPB para investigar a existência de correlação entre
as notícias relacionadas a conjuntura macroeconômica nacional e internacional e
o desempenho das bolsas no mundo. Para isso, é analisado os principais índices
do continente americano, europeu e asiático: Ibovespa, Dow Jones, DAX, FTSE 100
e SSEC. Além disso, é feito também a análise do fechamento do Ibovespa e volume
financeiro observado na bolsa de valores de São Paulo, com o intuito de
averiguar o comportamento dos investidores.
Na segunda-feira, a bolsa de valores de São Paulo não foi aberta. Nesse
dia, em Wall Street, o Dow Jones fechou o pregão em alta de 1,60%, com os
investidores tendo no radar as eleições presidenciais e para o Congresso dos
EUA. Na Europa, após pior semana desde março, os índices DAX e FTSE 100
fecharam em alta de 1,97% e 1,39%, respectivamente, sustentados pelos dados
positivos dos índices de atividade econômica. Na Ásia, o índice SSEC fechou o
pregão em leve alta de 0,02%, com expansão do PMI manufatureiro, se mantendo
acima dos 50 pontos, que indica crescimento do setor.
Na terça-feira, depois da queda da semana anterior, o Ibovespa voltou do
feriado fechando o pregão em alta de 2,16%, mesmo com BC sinalizando pouco
espaço para novo corte da Selic neste ano e frisando está atento ao quadro
fiscal do Brasil, além do índice de confiança empresarial, que recuou 0,4 ponto
em outubro, após 5 altas consecutivas. Outro fator que esteve no radar, não só
dos investidores nacionais, mas também dos mundiais, foram as eleições nos EUA.
Com o democrata, Joe Biden, sendo o favorito para ganhar o pleito para
presidente e os agentes esperando, com isso, acordo de estímulo econômico, Dow Jones
fechou o pregão em alta de 2,06%. No continente europeu, DAX e FTSE 100 continuaram
o movimento de recuperação ao avançar 2,59% e 2,33%, respectivamente, mas
manteve o avanço da Covid-19 no radar, assim como as eleições nos EUA. Na
China, SSEC fechou o pregão em alta de 1,42%, com a aposta em uma recuperação
econômica mais rápida e forte perspectiva de vendas para carros movidos a novas
energias.
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,97%, com os
investidores monitorando as eleições nos EUA, que, até então, não parecia
seguir o que as pesquisas apontavam, uma vitória tranquila dos democratas para
a presidência e senado. Ademais, na cena interna, o problema das contas
públicas continuou preocupando os agentes. Em Wall Street, com Donald Trump
tendo reais chances de ganhar a eleição, o Dow Jones fechou o pregão em alta de
1,34%, com expectativas de que as políticas não sofram grandes alterações. Na
Europa, DAX e FTSE 100 fecharam o pregão em alta 1,95% e 1,67%,
respectivamente, com os investidores migrando capitais para os setores mais
estáveis, o que esteve relacionado com a incerteza do resultado da eleição nos
EUA. Na China, SSEC fechou o pregão em alta, sustentada pelo avanço das ações
de bancos.
Na quinta-feira, o democrata Joe Biden obteve vitória em Estados-chaves
para a sua vitória, o que os investidores esperam que abra espaço para o acordo
de estímulo econômico. Esse fato esteve relacionado com o crescimento do
Ibovespa em 2,95%, apesar da preocupação com as contas públicas ter permanecido.
Nos EUA, o comportamento do Dow Jones também esteve relacionado de forma
positiva com o andamento da eleição ao avançar 1,95%. Os ganhos se estenderam
também para os índices do continente europeu. Apesar da comissão europeia
afirmar que a segunda onda da Covid-19 apagou a possibilidade de uma retomada
rápida da economia, DAX e FTSE 100 avançaram 1,98% e 0,39%. Além disso, o SSEC
fechou o pregão em 1,30% e vem reagindo bem à grande possibilidade de vitória
de Joe Biden, visto que Donald Trump tem problemas diplomáticos, políticos e
econômico coma a China.
No último pregão da semana, com Joe Biden se aproximando cada vez mais
da vitória, uma vez que conseguiu vitória nos estados da Pensilvânia e Geórgia
neste dia, o Ibovespa avançou 0,17%, mesmo com a questão fiscal do país e o IPCA
crescendo 0,86%. Nos EUA, o Dow Jones fechou em queda 0,24%, tendo como cenário
interno a vitória cada vez mais próxima de Joe Biden e Donald Trump entrando
com recurso na justiça para contestar resultados da votação. Na Europa, com a
incerteza dos rumos dos EUA, pois, até então, era provável que a presidência e
a câmara fossem para os democratas, mas o senado para os republicanos, DAX e
FTSE 100 fecharam em direções opostas. O SSEC recuou 0,24%, mesmo com
resultados parciais a favor de Joe Biden, mas na semana 45 avançou 2,7%.
Na semana 45, o Ibovespa acumulou ganhos de 7,42%, saindo de 93.952
pontos para 100.925 pontos. Enquanto isso, o volume financeiro se manteve no
intervalo de R$ 24,393 bilhões e R$ 29,853 bilhões, atingindo o seu máximo na
quinta-feira e o mínimo na sexta-feira. Ademais, apenas o SSEC e o Dow Jones
não acumulam perdas no ano de 2020.
Coordenador: Prof. Dr. Sinézio Maia
Analista Acadêmico: Igor Manoel B.R. Mendes
0 comments:
Postar um comentário
Agradecemos seu comentário.