A
carteira tem tido um desempenho negativo no acumulado anual. O que pode ser
justificado pela deterioração do mercado e economia devido à crise ocasionada
pela covid-19, pois nosso ponto de partida para a compra dos ativos que compõem
a carteira tem como data referência o dia 30 de dezembro de 2019. Nessa época,
o Ibovespa se aproximava de sua alta histórica (115.645 pontos), entretanto,
nas condições de mercado atual, o índice de referência encontra-se abaixo da linha
dos 100 mil pontos. O que, por sua vez, corrobora para a desvalorização da
carteira. Contudo, vale salientar o desempenho positivo dos proventos da
carteira: atualmente em 2,47% e, portanto, acima do CDI acumulado ano, com 2,43%.
Podemos, ainda, mencionar que alguns ativos que compõem a carteira ainda não
distribuíram proventos, o que certamente elevará o retorno da carteira.
Vale
salientar, também, que podemos considerar o modelo de Gordon para justificar o
cenário atual da carteira. O modelo explica a precificação de uma ação a partir
do pagamento de dividendos. Por consequência, o preço de uma ação é determinado
pelos proventos pagos, também levando em consideração o crescimento desses
proventos ao longo do tempo, descontados a valor presente pelo retorno
esperado. Com isso, ao reduzir os dividendos – postura adotada por muitas
companhias em decorrência da crise econômica --, haverá também uma redução no
preço da ação.
A
carteira de dividendos da sala ações finalizou a semana quarenta e quatro com
um retorno semanal de -4,3%, acima do Ibovespa, que terminou com -7,22% e,
também, ao índice de dividendos, que obteve uma variação negativa de -6,02%. O
retorno mensal da carteira, até o momento, é de -5,60% e o anual está em -9,03%.
Coordenador:
Prof. Dr. Sinézio Fernandes Maia
Analistas acadêmicos: Eudes Daniel, Giovani Lopes e Kleber Eduardo
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