Observada a evolução do desempenho da carteira durante o ano e a evolução do Ibovespa, percebe-se que a carteira foi mais resiliente em momentos de estresse do mercado e conseguiu recuperar-se melhor que seus índices de referência. Isso demonstra que os critérios de escolha, baseados no método de Benjamim Graham (1949), funcionam mesmo em períodos de crise e instabilidade, já que a carteira tem, até o momento, uma performance melhor do que o Ibovespa e do que o IDIV.
Todavia, a carteira tem tido um desempenho negativo no acumulado anual. O que pode ser justificado pela deterioração do mercado e economia devido à crise ocasionada pela covid-19, pois o pressuposto de partida para a compra dos ativos que compõem a carteira tem como data referência o dia 30 de dezembro de 2019. Nessa época, o Ibovespa se aproximava da sua alta histórica (115.645 pontos), entretanto, nas condições de mercado atuais, o índice de referência encontra-se abaixo da linha dos 100 mil pontos. O que, por sua vez, corrobora para a desvalorização da carteira. Contudo, vale salientar o desempenho positivo dos proventos da carteira: atualmente em 2,47%, portanto, acima do CDI acumulado ano, com 2,29%.
Vale enfatizar, também, que pode-se considerar o modelo de Gordon (1956) para justificar o cenário atual da carteira. O modelo explica a precificação de uma ação a partir do pagamento de dividendos. Por consequência, o preço de uma ação é determinado pelos proventos pagos, também levando em consideração o crescimento desses proventos ao longo do tempo, descontados o valor presente pelo retorno esperado. Com isso, ao reduzir os dividendos – postura adotada por muitas companhias em decorrência da crise econômica –, haverá também uma redução no preço da ação.






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